PRODUÇÃO DE CASTANHA-DO-BRASIL NO TERRITÓRIO SUL DO AMAPÁ: COMPARAÇÃO ENTRE O RETORNO ECONÔMICO E O SALÁRIO MÍNIMO
Aluno: Andréa Bernardelli Iamaguchi Sherzer
Orientador: Prof. Dr. Anadalvo Juazeiro dos Santos
Co-orientadora: Dra. Ana M. C. Euler
Este estudo comparou o retorno econômico da produção de castanha-do-brasil pelas
comunidades do Território sul do Amapá confrontando o salário mínimo com e receita obtida pelos extrativistas em 2006 e com a receita quando considerado o valor fixado como preço mínimo pelo governo federal dentro da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) em 2009. Os dados produtivos de 144 famílias foram obtidos de um projeto de estudo da cadeia produtiva da castanha no sul do Amapá. Na análise dos dados foram consideradas as famílias do tipo extrativista, que obtém renda somente da castanha, e as do tipo agroextrativista, aquelas que também obtém renda com a agricultura. Da análise dos dados concluiu-se que apenas com a produção dos castanheiros no sul do Amapá no modelo atual, as famílias obtêm retorno econômico abaixo do salário mínimo, mesmo se conseguissem acesso a PGPM. Dessa maneira as áreas protegidas no território sul do Amapá estão mantendo a sustentabilidade ecológica, porém sem sustentabilidade econômica e social das famílias extrativistas. Para que a produção da castanha-do-brasil no território sul do Amapá seja economicamente mais rentável para as famílias é fundamental a busca de alternativas para aumento da produção, de agregação de valor ao produto, do preço mínimo e de uso de tecnologia, aliadas a políticas de pagamento por serviços ambientais.